Em meados do século XVIII, Francisco Teles Barreto de Menezes mandou construir três casarões contíguos, sob o risco do Brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim, voltado para o antigo Largo do Carmo, sendo o prédio do meio sustentado por um arco que ligava, através de uma ruela, o Largo à Rua do Ouvidor.
O casarão, que passou a abrigar o Senado da Câmara em 1757, sofreu um grande incêndio em 1790. Foram destruídos arquivos e objetos. Atualmente, resta-nos o antigo arco de pedra, conhecido como Arco do Teles, e uma parte do casarão.
Dizem que o Arco do Teles teria muitas histórias para contar, histórias tristes, infelizes. Dizem que o Arco abrigava mendigos e leprosos, ladrões e mulheres sem amparo. O Arco e a Travessa do Comércio, logradouro estreito que faz a ligação até a Rua do Ouvidor, representam é um raro exemplo do espaço urbano do Rio Colonial.
Referência iconográficas:
(1)
Vue de la Place du Palais à Rio de Janeiro
Reprodução parcial
Jean-Baptiste Debret
Século XIX
Acervo da Fundação Biblioteca Nacional – Brasil